O Pegasus é capaz de acessar mensagens, localização, fotos, câmera, microfone e diversos outros dados pessoais sem que o usuário perceba.
A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, informou que conseguiu impedir uma nova tentativa de ataque cibernético ligada ao NSO Group, companhia israelense conhecida por desenvolver o spyware Pegasus. Segundo a empresa, a ação fazia parte de uma campanha de phishing direcionada, que buscava enganar usuários para obter acesso a informações pessoais e dispositivos.

De acordo com a Meta, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a clicar em links suspeitos enviados por diferentes meios. Ao acessar essas páginas externas, os usuários poderiam ser expostos ao roubo de dados ou até mesmo à instalação de programas espiões capazes de monitorar atividades no aparelho.
Entre os domínios identificados pela empresa estão ikhwancast, ghazacast e fr24cast. A recomendação é evitar qualquer acesso a esses endereços, mesmo que os links sejam recebidos por pessoas conhecidas ou compartilhados em grupos.
A investigação também apontou que o NSO Group teria criado contas de teste e grupos dentro do WhatsApp como parte das atividades relacionadas à campanha. Posteriormente, esses perfis e grupos teriam sido apagados. A Meta não divulgou detalhes sobre quando a tentativa de ataque ocorreu nem quantas pessoas poderiam ter sido afetadas.
WhatsApp barra nova tentativa de espionagem ligada ao Pegasus
A disputa entre a Meta e o NSO Group já dura vários anos. Em 2019, o WhatsApp identificou uma série de ataques que exploravam vulnerabilidades da plataforma para instalar softwares de espionagem em dispositivos de usuários. O caso ganhou repercussão mundial por atingir jornalistas, ativistas, políticos e outras figuras públicas.
O principal produto do NSO Group é o Pegasus, um dos programas de espionagem mais conhecidos do mundo. Quando instalado em um aparelho, ele pode acessar mensagens, localização, fotos, câmera, microfone e diversos outros dados pessoais sem que o usuário perceba.
Embora a empresa israelense afirme que a tecnologia é destinada ao combate ao crime e ao terrorismo, ela já enfrentou diversas acusações de uso indevido da ferramenta. Em 2024, a Justiça determinou que o NSO Group pagasse cerca de US$ 168 milhões à Meta por violações relacionadas ao WhatsApp. Além disso, a companhia foi proibida de utilizar ferramentas que permitam acesso não autorizado a usuários da plataforma.
Agora, a Meta afirma que o grupo voltou a descumprir essa determinação judicial e entrou com uma nova ação na Justiça. Até o momento, o NSO Group não comentou as acusações.

