O estudo destacou a presença de substâncias tóxicas em pulseiras de relógios inteligentes das gigantes: Google, Samsung e OnePlus.
Recentemente, um estudo revelou que pulseiras de smartwatches de marcas populares, incluindo a Apple, contêm altas concentrações de “produtos químicos eternos” tóxicos. Como consequência, foi movida uma ação judicial contra a dona do iPhone devido ao uso dessas substâncias em suas pulseiras de relógio.
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A ação foi registrada no Tribunal Distrital Norte da Califórnia, segundo o portal The Register, e foca em três modelos de pulseiras de fluorelastômero do Apple Watch: a pulseira Sport, incluída no smartwatch padrão, a pulseira Ocean e a pulseira Nike Sport — que acompanha os modelos Apple Watch Nike.
O que são “produtos químicos eternos”
Também conhecidos como PFAS (substâncias perfluoro alquílicas e polifluor alquílicas), esses compostos sintéticos não se decompõem facilmente e podem se acumular no organismo humano. Estudos associam a exposição prolongada a PFAS a uma série de problemas de saúde, incluindo aumento do risco de câncer, distúrbios hormonais, enfraquecimento do sistema imunológico e atrasos no desenvolvimento infantil. Além das pulseiras de relógio, esses produtos químicos também são encontrados em itens como panelas antiaderentes, colchões, roupas impermeáveis e outros produtos de uso cotidiano.
Apesar de a Apple não ser a única marca implicada no uso de PFAS em suas pulseiras, o caso destaca a presença dessas substâncias em produtos de diversas fabricantes, como as pulseiras padrão do Pixel Watch 3, do Galaxy Watch Sport e do OnePlus Watch 2.
A Apple já havia prometido eliminar gradualmente o uso desses químicos em seus produtos, mas o processo chama atenção para o descumprimento dessas promessas até o momento. Além disso, ações semelhantes foram movidas contra outras empresas, como a Samsung, no final de 2024, devido ao uso de PFAS em suas pulseiras de relógios inteligentes.
Consumidores e especialistas esperam que a indústria de dispositivos vestíveis tome medidas rápidas e efetivas para abandonar o uso de substâncias tóxicas, priorizando a saúde do consumidor e o meio ambiente.
Com informações: The Register e Android Authority