A Microsoft empregou modelos de IA já existentes — da OpenAI, Meta, Anthropic, Google (Gemini) e Grok, de Elon Musk; saiba mais.


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A Microsoft divulgou detalhes de uma nova tecnologia de inteligência artificial que, segundo a empresa, supera médicos humanos na identificação de doenças complexas, marcando o que chamou de um “caminho para a superinteligência médica”.

O projeto é liderado por Mustafa Suleyman, cofundador da DeepMind e atual executivo da divisão de IA da Microsoft. O sistema foi desenvolvido para simular um grupo de médicos especialistas analisando casos desafiadores que exigem alto nível de raciocínio clínico.

De acordo com a Microsoft, ao ser combinado com o modelo o3 da OpenAI, o sistema conseguiu resolver com precisão mais de 80% dos 10 casos clínicos mais difíceis selecionados para teste. Em comparação, médicos reais, atuando de forma isolada e sem apoio de materiais de consulta, acertaram apenas dois desses casos.

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Além de destacar a precisão da IA, a empresa afirmou que o sistema pode ser mais eficiente e econômico, uma vez que faz solicitações de exames de forma mais estratégica. Apesar disso, a Microsoft argumenta que a IA não substituirá os profissionais de saúde, mas atuará como ferramenta complementar.

“Seus papéis clínicos são muito mais amplos do que simplesmente fazer um diagnóstico. Eles precisam navegar pela ambiguidade e construir confiança com os pacientes e suas famílias de uma forma que a IA não foi criada para fazer”, declarou a Microsoft em uma publicação oficial. A pesquisa, segundo a empresa, será submetida à revisão por pares.

Suleyman afirmou ao jornal The Guardian que esse novo sistema deve atingir um nível quase livre de erros ainda nesta década. “Está bem claro que estamos no caminho para que esses sistemas fiquem praticamente livres de erros nos próximos 5 a 10 anos. Será um grande alívio para todos os sistemas de saúde do mundo”, disse ele.

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Segundo a Microsoft, o objetivo é superar limitações observadas em testes como o Exame de Licenciamento Médico dos EUA, que muitas vezes privilegiam a memorização de informações. Em vez disso, a IA proposta, toma decisões passo a passo, realizando perguntas e solicitando exames conforme avança no raciocínio diagnóstico — de forma semelhante ao processo clínico real.

Para treinar o sistema, foram utilizados mais de 300 estudos de caso do New England Journal of Medicine (NEJM), transformados em desafios interativos. A Microsoft empregou modelos de IA já existentes — da OpenAI, Meta, Anthropic, Google (Gemini) e Grok (de Elon Musk) —, integrando-os a um “orquestrador de diagnóstico” que atua como coordenador do raciocínio clínico.

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Segundo o estudo, esse orquestrador simula o trabalho coletivo de uma equipe médica e orienta a IA na seleção de exames e hipóteses diagnósticas. A solução demonstrou desempenho superior por conseguir integrar conhecimentos de várias áreas da medicina — algo difícil até mesmo para especialistas humanos.

“Escalar esse nível de raciocínio – e além – tem o potencial de remodelar a assistência médica. A IA pode capacitar os pacientes a autogerenciar aspectos rotineiros do tratamento e equipar os médicos com suporte avançado à decisão para casos complexos”, acrescentou a empresa.

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Apesar dos avanços, a Microsoft reconhece que a ferramenta ainda está longe de ser aplicada em ambientes clínicos reais. A tecnologia ainda precisa passar por avaliações em sintomas e quadros mais comuns para validar sua eficácia e segurança no dia a dia da medicina.