O relatório técnico do DeepSeek revela que a plataforma armazena endereços de e-mail, identificadores de dispositivo, registros e outros.


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Autoridades italianas iniciaram uma investigação para obter mais detalhes sobre a coleta de dados realizada pelos serviços de inteligência artificial e chatbot do DeepSeek. O objetivo é esclarecer quais informações de usuários europeus são registradas e como elas são tratadas.

Empresas que oferecem soluções baseadas em IA costumam coletar dados como o tipo de dispositivo utilizado, localização e até o conteúdo das interações dos usuários com os sistemas.

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Na Google Play, o relatório técnico do app DeepSeek revela que a plataforma armazena endereços de e-mail, identificadores de dispositivo, registros de interações, arquivos e documentos compartilhados — além de nomes, números de telefone e IDs de usuário. A política de privacidade também destaca que os aplicativos da empresa monitoram padrões de digitação e que as informações coletadas são armazenadas em servidores da China.

Itália investiga coleta de informações do DeepSeek

O órgão responsável pela proteção de dados na Itália já conduziu investigações semelhantes em relação a outros serviços de IA, incluindo o ChatGPT. Agora, a entidade solicitou esclarecimentos às empresas Hangzhou DeepSeek Artificial Intelligence e Beijing DeepSeek Artificial Intelligence, que operam o chatbot tanto na versão web quanto no aplicativo.

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De acordo com um comunicado oficial, as autoridades pediram que as empresas detalhassem quais dados são coletados, quais fontes são utilizadas, com que propósito essas informações são processadas e em qual base legal se apoia esse tratamento. Também foi solicitada a confirmação sobre o armazenamento dos dados em servidores chineses.

Preocupações sobre uso de dados para treinamento de IA

Além da coleta de informações, outro ponto de atenção envolve o possível uso de dados pessoais para treinar modelos de inteligência artificial. A OpenAI já levantou suspeitas de que empresas chinesas possam ter utilizado informações de plataformas concorrentes para esse fim, embora nenhuma evidência concreta tenha sido apresentada até o momento.

As autoridades italianas questionaram diretamente se os dados de usuários (registrados ou não) — são obtidos via web scraping e como os titulares dessas informações estão sendo notificados sobre o uso de seus dados.

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As empresas responsáveis pelo DeepSeek têm um prazo de 20 dias para responder às exigências. Caso não cumpram as solicitações, podem enfrentar multas significativas, seguindo o histórico rigoroso da Itália em fiscalizar o uso de dados pessoais.

Com informações: Bitdefender